ESTUDANDO CRIA PRÓTESE 100% BIODEGRADÁVEL

03/07/2019

Lucas Strasburg  e Eduardo Trierweiler, decidiu criar um novo tipo de prótese após ver um rapaz andando com uma perna amputada por Novo Hamburgo (RS), onde tinha que se apoiar em sua muleta para poder se alimentar. Usaram a ideia para o trabalho de conclusão de curso do ensino técnico em mecânica da Fundação Liberato.


Foram pesquisar sobre o mercado de amputados, e descobriram que não se tem no Brasil próteses de qualidade e esse mercado é totalmente dominado por produtos importados.

Lucas declara que a prótese oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), não permite a transferência de energia do calcanhar para a ponta do pé. A Revo Foot, assim chamada a prótese tem como material um plástico invejável, para a substituição da fibra de carbono usada pelas marcas estrangeiras. A ideia de usar garrafas pets para a fabricação dos modelos iniciais, foi tão inovadora que causou prestigio dentro e fora do país, ganhando até prêmios da Braskem e do Massachussetts Institute of Technology (MIT) .

 

Lucas hoje toca a Revo Foot sozinho, segue com seu projeto na universidade, pensando na estratégia de mercado que ele irá usar, visando a sempre facilitar a vida das pessoas que tiveram o membro amputado. Não existem informações exatas sobre quantos brasileiros foram amputados, mas é possível ter a visão do tamanho da situação. Em 2011, por exemplo, das 41 mil amputações realizadas pelo SUS, 94% foram do membro inferior.

 

Hoje Lucas tem como maior desafio obter as certificações necessárias para poder dar andamento ao seu projeto, pois como o Brasil sempre importou as próteses as certificações são internacionais, a partir disso, ele está criando as normas necessárias. Sempre muito focado, mesmo com as dificuldades, ele desenha futuros projetos para futuras possibilidades ergométricas, como joelho e tornozelos.